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27 março 2011

Papo sério, de blogger para o Brasil.

O grande bla bla bla do momento na blogsfera é a respeito de uma coisa que vem acontecendo com freqüência no Brasil: a falta de respeito e reconhecimento para com os blogueiros, principalmente no Nordeste, mais especificamente no Ceará.

Muitas empresas e assessorias ainda não compreendem o poder das mídias alternativas nem das redes sociais, mesmo quando os olhos do mundo todos estão voltados para nós.
Mas uma reflexão se torna necessária aqui: Como é que podemos exigir que respeitem a classe dos blogueiros se, hoje em dia, qualquer pessoa é se auto proclama blogueira?
A moda agora é ter blog e de moda! Se liguem na comprida lista de blogs de moda somente do Ceará cadastrados nesse site: http://blogsdemodace.com/
Pois é, parece que qualquer um que entra num curso superior (ou não) de moda, acha que o bacana é ser blogueiro e se mete a fazer algo que não é pra todo mundo. Tem que ter muita dedicação, conhecimento de moda, gostar de escrever, ter noções de marketing e por aí vai. Tamanha abertura resulta numa penca de blogs praticamente sem conteúdo, sem foco, sem identidade e que passam, no mercado, despercebidos.

Somente repassar informação não é suficiente para posicionar o blogueiro dentro do bloco de mídias mundiais. É preciso um diferencial, um conteúdo interessante, que chame e agrade o leitor, que inove, que ensine, que troque experiência. Exigir ser reconhecido de nada adianta se a pessoa não se dedica e não trabalha em favor da efetividade de tal reconhecimento.
E do jeito que essa modinha vai, só os realmente bons vão permanecer!

Cabe às mídias consolidadas não julgarem a classe como um todo, mas se darem ao menos ao trabalho de ler os blogs, pesquisar seu conteúdo, estudar o comportamento dos leitores e perceber que somos formadores de opinião! Como uma vez escrevi, em um post mais antigo: nós (blogueiros) somos essenciais para a movimentação de capital, para a distribuição de informação, para a criação, para a arte, para os negócios, para o entretenimento, a integração de profissionais, desenvolvimento de novas idéias e execução destas, além de tantas outras coisas. 


Outra coisa que rola é a desvalorização dos ótimos blogs/blogueiros brasileiros para o endeusamento de blogs internacionais. Passamos sem méritos, sem credenciamento para nada, mas é só a Vogue Paris dizer que tal blog brasileiro é bom que chove convite e anúncio. 
Precisamos valorizar nosso trabalho e alimentarmos nossa paixão pela informação e pelo mundo da moda, que nos mantém firmes e fortes para passarmos por situações como essa, em que nosso país retardatário praticamente exclui os blogueiros da ala "veículos de informação", quando na verdade, não importa a tiragem do seu jornal/revista ou do ibope do seu programa de tv, porque tudo isso é bastante limitado comparado à internet, que é aberta, sem limites ou fronteiras e a visibilidade é colossal. 


* Esse texto é um manifesto em colaboração com o movimento Blogagem Coletiva 

* Importante destacar que não estou falando de blogs recentes, pois muitos possuem ótimo conteúdo e referências. Falo dos blogueiros que enchem a boca para dizer que têm "blog de moda", se acham demais e vivem de estrelismo. Julgo o conteúdo porque também sou leitora de blogs.

17 fevereiro 2011

Futurismo Invertido

Você já parou para pensar que
quando idealizamos ou nos referimos à moda do futuro,
sempre ligamos tudo à modernidade, ao avanço tecnológico e à ciência?
Muito brilho, dourado, prateado, formatos geométricos, modelos estruturados etc.
O futurismo progressivo é a base desse pensamento, não é mesmo?


Bom, mas e se, numa perspectiva um tanto pessimista,
o mundo não evoluir como esperamos, uma vez que o homem não para de destruir tudo o que vê pela frente de diversas formas as quais já estamos cansados de saber?
Se houver um retrocesso e sei lá, o mundo em que vivemos for algo do tipo Water World ou Matrix?
Como seria então a moda do mundo caótico?


Em um contexto muito mais para Os Flintstones do que para Os Jetsons, as roupas e calçados teriam um papel meramente funcional, usadas apenas para não andarmos nús, nos protegendo das mudanças climáticas e das condições do ambiente. A moda, com sua identidade e características, não existiria.
Será que conseguiríamos nos livrar de tantos vícios do mundo moderno para cair na idade da pedra novamente?
Depois de experimentarmos tecidos inteligentes, nos acostumarmos com a ergonomia da moda e conviver com as tecnologias atuais, como seria nossa adaptação?

O que vocês acham?

02 fevereiro 2011

Escolhas P4F #SPFW

O maior evento de moda da america latina, na edição de outono/inverno 2011 decepcionou. 
Apesar de,dessa vez, não estar lá conferindo de perto tudinho, fiz da minha sala de estar, munida de tv e notebook, um QG SPFW, aonde me atualizava de tudo o que estava rolando na bienal. 
A maioria dos desfiles deixou a desejar em diversos quesitos como falta de foco no design, trilha sonora e apresentações destuantes do clima na passarela, muita criatividade e zero comercial, muitos tecidos tecnológicos e nada de preço acessível, etc.
Mas obviamente tinham coisas incríveis, ás vezes uma peça de acessório, uma idéia transmitida, 
uma inspiração, um look ou até mesmo o desfile completo, 
como o caso da Reserva, André Lima e Ronaldo Fraga. 

Aqui no blog, uma seleção contida do que mais me agradou:

Preciso comentar que durante as apresentações, um desfile em particular foi um show a parte.
Ronaldo Fraga, dentro de sua subjetividade, conseguiu trazer looks lindos, característicos e completamente usáveis. A inspiração foi Athos Bulcão, grande artista plástico que faleceu em 2008 deixando inúmeras obras, incluindo azulejos belíssimos, espalhadas por Brasília. Tais referências podem ser claramente observadas na passarela, de forma leve, fluída e quase poética. 
Emocionante, como sempre, o desfile do estilista recebeu grandes aplausos 
e a admiração já carimbada dos críticos e jornalistas. 

Por não estar acompanhando ao vivo e a cores o evento, me deliciei com a cobertura de alguns sites, programas e twitters, além de adorar algumas críticas! 
Então, também fiz uma seleção daqueles que mais se destacaram 
em relação à informação, conteúdo, rapidez e qualidade. 
Sites:
Programas:
GNT Fashion edição especial
Twitters:

15 janeiro 2010

Bla Bla Bla...

Why do we all Love fashion?

Os motivos que nos fazem morrer por sapatos de design exclusivo, bandage dresses, maxi acessórios, tweed, prints feitas à mão, coques bagunçados, cores fortes, nude, transparências, rendas, florais... dentre muitas coisas mais... esses motivos ( e cada um tem os seus) são a base do nosso amor fulminante pela moda.

Mas essa paixão louca e desenfreada mantém sua chama acesa o tempo todo?
O que acontece quando a gente não tá muito no clima fashion?
Tem algo errado? Estamos traindo a nação? Estamos perdendo o interesse? Não era bem isso o que você queria da vida?
Drama drama drama...

Têm dias que, simplesmente, eu cansei de cores fluo, acho uó bandage qualquer coisa, porque não é roupa democrática ( e olha que eu fico babado com meu vestidinho novo), não aguento mais boyfriend jeans, acho péssimo abrir todas as revistas de moda e encontrar as mesmas coisas, incluindo editoriais quase iguais ( where is a criatividade desse povo?), não tenho vontade de ler nada sobre o assunto, nem de sair pelas ruas fotografando achados.

Ás vezes eu canso do mundo fashion, dos contatos, das assessorias de imprensa, das fofoquinhas, do pseudo glamour, da magreza, das silhuetas... Dou um tempo pra ler coisas da Martha Medeiros, posto no meu blog de crônicas, passo dias sem nem olhar os comentários do Passion, tiro uma folguinha da moda, porque, nem sempre, ela me agrada.
Se isso é pecado, vai saber!
Só acho que é sempre válido não se deixar consumir pelo trabalho, mesmo que ele seja recheado de prazer.
Não sei se é só a minha relação com a moda que é assim, meio que de amor e ódio, mas não me sinto na obrigação de amá-la todos os dias, porque nem sempre eu curto o look dela.

03 dezembro 2009

Bla Bla Bla...

É muito interesante e um tanto engraçado o quanto os problemas e situações estilo "o mundo vai acabar" são diferentes em cada profissão.
Cursando duas faculdades eu pude perceber isso de forma bem acentuada, por exemplo quando um prazo para entregar um recusro no tribunal expirou e os advogados do escritório enlouqueceram, ligando para o setor de distribuição, para o Juíz, para os diretores de secretaria, tentando de qualquer forma que ainda fosse aceito, porque eles estavam a ponto de perder um milhão de reais.
No mesmo dia, na produção para um editorial de uma grande revista de moda, a auxiliar esqueceu de pegar um dos vestidos que seriam fotografados, e atrasou toda a equipe porque teve que ir pegar o tal vestido na Oscar Freire.
Como dizem: tempo é dinheiro.
Mas será que é sempre só o dinheiro que está em jogo?
O mundo pode se acabar porque um sapato do desfile quebrou e a modelo vai entrar como? descalça? Com outro par? Vai ficar tudo diferenteee! Caos e desespero... assim como o mundo pode desabar se uma petição foi enviada cheia de vícios por um estagiário que não tinha experiência e seu chefe não revisou nada. Perda de tempo, o processo vai ficar ainda mais lento. E é um pedido de liminar!

Existem empregos, dignidade, educação, e muito mais na reta.
Não é só o dinheiro que importa. Além de que, a grande maioria das pessoas tem uma mania besta de julgar os outros.
"Ahhh, então quer dizer que esse estresse todo é só por causa de um sapato?"
Dá vontade de voar em cima!
Na medida de suas proporções e do mundo o qual todas as circunstâncias estão contextualizadas, toda profissão tem suas dificuldades e o mundo pode acabar sim por conta de um sapato.
Que nunca é qualquer sapato né meu bem!

É interessante que haja um respeito mútuo, principalmente quem trabalha com moda, que sofre desde sempre preconceito e não é muito levado a sério.
Claro que, hoje em dia, as coisas já mudaram bastante,
mas ainda sim eu vejo aqui e acolá frases como aquela lá de cima,
ou simplesmente um deboche, como se o que fazemos não fosse extremamente importante para a economia mundial.

Sim, nós somos essenciais para a movimentação de capital, para a distribuição de informação, para a criação, para a arte, para os negócios, para o entretenimento, a integração de profissionais, desenvolvimento de novas idéias e execução destas, além de tantas outras coisas.

Advogados, engenheiros, arquitetos, médicos, etc, bombem lindos com seus problemas! Boa sorte, contem conosco e deixem nossos sapatos em paz!

22 novembro 2009

Bla Bla Bla

Pode ser que, hoje em dia, a grande maioria das pessoas envolvidas com moda seja realmente um pé no saco. Dizem que essa gente é geniosa, abusada, pretenciosa e prepotente. É mesmo?
Bom, eu já conheci muitas pessoas do meio que são assim, fato. Mas generalizar não é uma boa.
Esses dias eu estava no hall de uma boite, esperando uns amigos chegarem, quando presenciei uma situação um tanto desconfortante:

Com sua bolsa transpassada Gucci, sapatos Prada e um moicano hiper estiloso, o estilista X se encosta no balcão da bilheteria. Ele tem um certo respaldo na cidade e muitos dos que estavam no local o conheciam e respeitavam. Junto dele, mais dois amigos.
Os três não deram boite a ninguém, chamaram o gerente da casa e disseram que não iam pagar ingresso para entrar nem a consumação. Bom, quem disse isso mesmo foi o estilista lá.
O cara fez a maior ceninha, deu show de estrelismo, enquanto o gerente explicava que as coisas não funcionavam assim e que se ele quisesse cortesia, tivesse ao menos ligado para o promoter da boite, pedindo nome na lista ou algo do tipo.

Gente, pra quê. Esse homem rodou a baiana bunito!
E gritou, apontando o dedo na cara do gerente a frase clássica: Você sabe com quem está falando?

Eu morri de rir, não vou mentir.
Dai os amigos dele me olharam feio, mas eu nem confiança!
O gerente ficou tão constrangido, que não quis mais confusão e liberou a entrada dos caras. Até porque, lá de dentro vieram mais uns dois amigos, querendo saber o que estava acontecendo, e também discutiram com o gerente.

Ok. As bibas loucas entraram. E não pagaram nada.
Mas até que ponto você pode fazer uso do seu sucesso e suposto talento para causar situações como essas?
Será que vale mesmo a pena se expor e acabar correndo o risco de ser tachado de mal educado só por conta de quinze reais?
Para quem trabalha com moda, e melhor, para quem tem sua própria loja, vive nas revistas badaladas e é queridinho da hight society, o que são quinze reais?

Pois é... no mundo da moda existe mesmo muita gente geniosa e prepotente. Mas tem dessas que deveria ao menos colocar o rabinho entre as pernas e perceber que, ao invés de inflar o ego humilhando e fazendo showzinho por aí, deveriam estudar um pouco mais e aprender que moda também é comportamento, classe e educação.

Fica o recado. Beijos, me liga!

09 novembro 2009

Bla Bla Bla...

Esses dias eu estava andando pelas ruas, vendo as novidades das vitrines, pois algumas lojas anunciavam as coleções de verão e eu já tava doida pra ver what was going on.
Foi então que, enquanto devorava um sunday de chocolate (sim, eu não resisto à guloseimas), percebi duas meninas que conversavam alto, gesticulando bastante e dando umas gargalhadas homéricas.
Uma era bem alta, desengonçada, de cabelo loiro bem ressecado; usava jeans claro de corte reto e uma blusa branca aberta nas costas, com o sutiã de silicone aparecendo atrás (medo!), sandálias havaianas pink e carregava uma maxibag estmpada de ovelhas amarelas!
A outra era morena do cabelo ondulado, baixinha, gordinha, usava uma camiseta regata vermelha e uma saia tulipa, cintura alta, de tafetá dourado (oi?), calçava uma sapatilha azul marinho e levava uma bolsa fake.
E o que era o blush delas? Estilo "levei dois socos na cara e fiquei assim."
Em 2 minutos eu fui capaz de ver essas coisas todas, e confesso que me senti um pouco estranha.
Como assim eu estava fazendo cara de nojo pra essas meninas que eu nem conhecia?
Só por conta das roupas odiosas que elas vestiam e pelo comportamento exagerado e esquisito?
Quem sou eu para julgar o que é certo ou errado?

Bom... eu sou estudante de moda e por isso, assim como pela minha capacidade de percepção, eu consigo dizer o que é legal ou não, dentro dos padrões aceitos normalmente.
Ok, tudo bem. Mas poxa, essa paranóia de padrãoes e esteriótipos já não tá ultrapassada?
Aparentemente não... porque se até eu, que não gosto de sair fazend raio x de ninguém me peguei em tempo de dar um tiro nas tais meninas, imagina só quem faz isso diariamente, gostando e ainda ganhando pra isso.

E o que eu acabei de falar é ridículo.
Porque é a realidade e não há nada de extremamente errado nela.
Mas acredito que não só eu, como as pessoas que vivem de moda, poderíam se desprender um pouco mais, e tentar ver que nem todo mundo tem acesso, gosto, e às vezes juízo (sim, porque existem loucos como essa loira que deixa a tira de silicone aparecendo nas costas!) para saberem o que estão fazendo. Daí julgamos friamente sem analisar o que pode estar por trás de determinados tipos sociais, e comportamentos.

Dei um crédito para as garotas mal vestidas.
Nem todo mundo sabe se vestir, e apesar de eu acreditar que pode existir um senso comum, ou que as pessoas podem procurar investir pelo menos no básico, pra não errar tanto,
hoje em dia as pessoas possuem uma liberdade de escolha muito grande.
Por isso, talvez, acabem cometendo tantos pecados na moda.

Saí saboreando minhas últimas colheres de sorvete e dei uma risadinha quando passei pelas girls. Depois, gastei meu dinheiro com duas sapatilhas da AP Acessórios e vim pra casa toda feliz.